O método utilizado na coleta do látex de seringa nativa compreende duas etapas:

 
 

Preparação da coleta:

  • Abertura de estrada: que é a tarefa de abrir um caminho na floresta para dar acesso às árvores que serão exploradas;
  • Limpeza do painel (bandeira) e entigelamento das seringueiras: consiste na raspagem do painel e na distribuição das tigelas em cada seringueira, sendo uma ou mais, dependendo do número de painéis e da circunferência da seringueira.
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Processo de coleta:

  • Corte (sangria) da seringueira: é a incisão da árvore (seringueira) com um utensílio chamado "faca de seringa". Um seringueiro pode cortar de 80 a 120 árvores/dia
  • Embutimento da tigela (ou caneca de lata ou plástico) na parte inferior do corte;
  • Aplicação de anticoagulante colocada diretamente na tigela;
  • Coleta do látex líquido ou do látex coagulado.
Uma colheita diária oscila entre 10 e 20 litros para uma estrada de mais ou menos 120 árvores. O látex líquido coletado, no balde, é transportado até a casa do seringueiro onde é feita uma operação de pré-beneficiamento, que consiste em colocar esse látex em uma caixa de madeira ou em uma bandeja plástica. Após isso é adicionado o ácido para que ocorra a coagulação.

Atenção!

  • Cortar somente as seringueiras que possuem mais de 70 cm de circunferência de rodo, a uma altura de 1,3 m, e uma espessura da casca igual ou acima de 6 mm;
  • Cortar a fita mais larga não aumenta a produção, causa um rápido consumo do painel e não dá tempo para renovação da casca para futuras sangrias, diminuindo a vida útil das árvores;
  • A sangria deve ser profunda sem tocar no câmbio (película que fica entre a casca e a madeira, responsável pela regeneração da casca) porque a maior produção do látex é oriunda dos vasos próximos ao câmbio;
  • Todo ferimento no câmbio impede a regeneração da casca, criando caroços, o que dificulta as sangrias futuras no local;
  • Os cortes para a retirada do látex não podem ultrapassar 50% do CAP (Circunferência a Altura do Peito) da árvore para que continue a ser produtiva, sem ficar suscetível a fungos e doenças;
  • A sangria é geralmente realizada nos meses de julho até novembro, e cada ano é feito de um lado diferente para dar mais de um ano de descanso para sua recuperação e cicatrização total da casca;
  • Para evitar perdas na produção ou na qualidade do produto e contaminação das árvores por doenças, deve-se: retirar da tigela todas as impurezas como folhas, galhos ou mesmo água e, manter sempre limpos todos os equipamentos: de sangria, a tigela, e o equipamento de armazenamento do coágulo.